No dia 11 de Novembro, comemorou-se o Dia de S. Martinho...
“ Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que , puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem.
Só em Novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são os ouriços.
Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa camada ... tão desafectada que até no próprio nome é doce e modesta – a castanha."
Miguel Torga, “Um Reino Maravilhoso”
Como dizia Miguel Torga, "castanha assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca de pobres e ricos. Crua engorda os porcos, com vossa licença...”
Aquilino Ribeiro homenageou o castanheiro ao dele referir: “ trezentos anos a crescer, 300 em seu ser, outros trezentos em morrer”