Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor

A 23 de Abril celebra-se o Dia Mundial do Livro e dos Direitos de Autor. A data, instituída pela UNESCO, visa enaltecer a importância dos livros e dos seus criadores, sendo assinalada, através de inúmeras iniciativas, em escolas, bibliotecas, livrarias e outras entidades.
As bibliotecas escolares marcam, naturalmente, uma presença muito especial nestes festejos, derivada do seu papel particular na formação de leitores e promoção de hábitos de leitura junto dos mais jovens.
Na Sociedade da Informação e do Conhecimento em que vivemos é fundamental saber ler bem, o que exige não apenas a aprendizagem formal da leitura mas, também, uma prática e treino constantes para poderem ser atingidos patamares mais elevados de reflexão e compreensão, de expressão e comunicação e de acesso a textos e registos escritos cada vez mais complexos e variados.
Saber ler bem... para saber lidar criticamente com o mundo de informação que nos rodeia, condição essencial para que as crianças se tornem cidadãos livres, conscientes, intervenientes e bem-sucedidos ao longo da vida;
Saber ler bem... porque a leitura constitui o mais poderoso instrumento de aprendizagem escolar, qualificação e sucesso educativo, constituindo-se como base transversal para o acesso ao conhecimento das humanidades, das ciências, da matemática, das línguas,... e do mundo em geral;
Saber ler bem... porque a leitura constitui um bem cultural de divertimento e de prazer, ajudando a desenvolver a imaginação, a criatividade, a autoconfiança, o afeto, a autonomia, a compreensão do outro e de si mesmo.
Estas dimensões da leitura são tanto mais importantes nos nossos dias, se tivermos em consideração que novos modelos de leitura emergiram e que o livro já não vive apenas no suporte impresso, tornando mais relevante ainda esta chamada de atenção para o valor dos livros e da leitura, qualquer que seja o seu suporte e formato.
Como diz a mensagem da Directora-Geral da UNESCO, Os livros são nossos aliados na disseminação da educação, da ciência, da cultura e da informação pelo mundo.
Semana da Leitura
Esta semana é de leitura nas escolas. O livro é uma constante no programa intensivo de propostas e actividades pedagógicas e lúdicas.
Parafraseando o escritor Francisco José Viegas numa visita a uma escola de Amares, os livros fazem bem à saúde e deviam ser vendidos nas farmácias com receita médica. A constatação que a leitura melhora alguns problemas é clínica. Por isso, os médicos deviam começar a prescrever livros aos seus pacientes.
A prática da biblioterapia devia substituir-se aos anti-depressivos e aos ansiolíticos cuja receita está em escolher conteúdos, tipos de texto, tamanho e ritmo de leitura, adequados, para o resultado pretendido.
Por exemplo, a leitura adequada para insónia é mais lenta e repetitiva. Já muitas ficções romanceadas podem ajudar na resolução de conflitos pessoais, e por isso estão indicadas em diferentes problemas psiquiátricos. Alguns psicóticos, como portadores de esquizofrenia, têm uma excelente adaptação a poesias e outros textos altamente simbólicos.
Fica a receita: para grandes males, grandes remédios.
Boas leituras!
(in Correio do Minho)
Lê a crónica e pensa na importância da leitura no nosso dia a dia.
A leitura como "remédio" para vários males. A leitura como modo
de vivenciar e sentir outros mundos, outras realidades.
Convido-te à leitura do "Manifesto Anti leitura" :

“…E temos de falar das bibliotecas, essas casas sombrias onde o vício é permitido.”
“Quem lê ainda por cima diverte-se! Entretém-se!
A ler, os leitores viajam! E aprendem! E refletem! E riem!
E choram! E sonham!”
MANIFESTO ANTI-LEITURA“Quem lê ainda por cima diverte-se! Entretém-se!
A ler, os leitores viajam! E aprendem! E refletem! E riem!
E choram! E sonham!”

José Fanha nasceu em Lisboa e licenciou-se em arquitetura. Porém, é muito mais conhecido como inspirado poeta e declamador, animador cultural por excelência, criativo por vocação, interventivo até dizer basta. É autor de contos e de poesias para crianças, dramaturgo e ator. Foi professor do ensino secundário, é mestre em Educação e Leitura e doutorando na área da História da Educação e da Cultura Escrita.
Tendo como modelo e inspiração o Manifesto Anti-Dantas, célebre texto de Almada Negreiros onde, pela mordaz ironia, este zurze o academismo e o tradicionalismo instalados, sobretudo na pessoa e na obra do escritor Júlio Dantas, José Fanha construiu o Manifesto Anti-Leitura, igualmente corrosivo e irreverente, sobretudo nestes tempos em que a crise serve de desculpa para oficialmente a cultura ser posta em causa.
Pelo seu óbvio interesse e oportunidade, e com a justa e devida vénia para com o seu autor, aqui se partilha esta magnífica criação de José Fanha.
Para leres o texto integral clica aqui!
Dia Mundial da Astronomia
O Dia Mundial da Astronomia é celebrado anualmente a 8 de Abril.
A astronomia faz parte da história da humanidade e é uma das ciências mais antigas, tendo sido para variados fins como medir o tempo, marcar as estações do tempo ou navegar nos oceanos.
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