Dia de S.Martinho



No dia 11 de Novembro, comemorou-se o Dia de S. Martinho...


“ Mas o fruto dos frutos, o único que ao mesmo tempo alimenta e simboliza, cai dumas árvores altas, imensas, centenárias, que , puras como vestais, parecem encarnar a virgindade da própria paisagem.


Só em Novembro as agita uma inquietação funda, dolorosa, que as faz lançar ao chão lágrimas que são os ouriços.


Abrindo-as, essas lágrimas eriçadas de espinhos deixam ver numa camada ... tão desafectada que até no próprio nome é doce e modesta – a castanha."

                                                   Miguel Torga, “Um Reino Maravilhoso”


Como dizia Miguel Torga, "castanha assada, no S. Martinho, serve de lastro à prova do vinho novo. Cozida, no Janeiro glacial, aquece as mãos e a boca de pobres e ricos. Crua engorda os porcos, com vossa licença...”


Aquilino Ribeiro homenageou o castanheiro ao dele referir: “ trezentos anos a crescer, 300 em seu ser, outros trezentos em morrer”










11 de novembro

Encontro com o autor António Vilhena

                                                   
Apresentação do livro 
Picó Seis dedos no Planeta azul


António Vilhena nasceu em Beja, no dia 14 de outubro de 1960. Licenciado em psicologia pela Faculdade de Psicologia e de Ciências de Educação da Universidade de Coimbra, mestre em Estudos Clássicos e doutorado em Mundo Antigo pela Faculdade de Letras na Universidade de Coimbra. Membro convidado do Centro de Estudos Clássicos e Humanísticos da Faculdade de Letras de Universidade de Coimbra. Poeta, cronista e autor de livros infantis. Desempenha, atualmente, as funções de Curador da Casa da Escrita, em Coimbra. Foi vereador na Câmara Municipal de Coimbra de 2009 a 2013.
DIA DA ALIMENTAÇÃO

Na semana subsequente ao Dia  Mundial da Alimentação, comemorado no dia 16 de outubro , a Biblioteca Escolar de Palmeira e a disciplina de Ciências Naturais promoveram atividades que  visaram, sobretudo , levar os alunos a interiorizar, de uma forma lúdica, as principais normas de uma alimentação saudável.
Para além de uma larga exposição dos trabalhos realizados pelos discentes, nos quais estavam incluídos variados jogos, as turma do 5º e 6º anos foram convidadas a assistir a vídeos e a utilizar os dispositivos móveis  (tablets ) associados à ferramenta informática “Kahoot”.


Os alunos aderiram de forma interessada e entusiástica a todas as ações apresentadas. Assim, mais uma vez, a BE se tornou num espaço de aprendizagem, promotora da diversificação de estratégias pedagógicas. 






Utilização de dispositivos móveis na Biblioteca Escolar

Os alunos do Percurso Vocacional foram à Biblioteca Escolar realizar uma ficha de avaliação da disciplina de História com o recurso a dispositivos móveis e à ferramenta informática “Kahoot”. Os dispositivos móveis e as aplicações informáticas são desafios que a BE pretende fomentar no processo de ensino e de aprendizagem.


Na opinião do Joel “… a utilização dos tablets motiva os alunos e por isso aprendemos mais. Na sala de aula estamos sempre a fazer o mesmo: ou estamos a ouvir o professor ou estamos a copiar coisas do quadro …”.



“Ler + Sophia em Família”


   “Ler + Sophia em Família” é um projeto da Biblioteca Escolar de Palmeira que tem como foco a exploração das obras de Sophia de Mello Breyner e envolve os professores de Português, História,     Oficina Criativa e Educação Visual e as famílias. 
   A partir da análise de uma obra da Sophia em contexto de sala de aula, o professor de Português prepara uma apresentação pública do trabalho desenvolvido através da dramatização da obra. A apresentação pública materializa-se num “Sarau cultural” com o envolvimento dos encarregados de educação. Estes são ainda envolvidos na atividade “Ler em Família” que se caracteriza pela leitura conjunta, entre eles e o seu educando, em contexto de sala de aula. Acresce a criação de um espaço na Biblioteca Escolar equipado com tablets com acesso a um site intitulado “5 minutos a Ler + Sophia” com a finalidade dos alunos lerem excertos da obra e responderem a um pequeno questionário que será objeto de avaliação e atribuição de prémios. 
   As atividades "Painéis cerâmicos" e “Kamishibai” são desenvolvidas nas disciplinas de Educação Visual e Oficinas Criativas e têm como objetivo fomentar a utilização de técnicas diferenciadas a par de permitir a projeção da visibilidade do trabalho realizado na escola, através de exposições dos painéis e do conto das obras de Sophia através do Kamishibai. A visibilidade do projeto à totalidade da comunidade educativa é feita através da construção de um “Mural de Sophia”, gizado na disciplina de Educação Visual e concretizado pelos alunos afetos ao projeto.


Na nossa biblioteca os alunos já começaram a aceitar o desafio...

As Bibliotecas Escolares - Espaço multifuncional



Não é novidade afirmar-se que nas escolas se promove a aquisição de hábitos de leitura e de desenvolver competências de literacia nas nossas crianças e jovens. Terão sido esse os intentos que ditaram a criação, em 1995, da Rede de Bibliotecas Escolares. Até aí o fundo documental das bibliotecas das escolas era quase exclusivamente constituído por livros, com um acervo bastante reduzido na maioria delas, e com mecanismos de acesso à consulta de informação bastantes dissuasores da sua frequência frequente.

Com o Programa da Rede de Bibliotecas Escolares as escolas interessadas candidataram-se a apoios para modernização e/ou criação de bibliotecas, de modo a servirem melhor os públicos que as frequentam. Livre acesso aos espaços da biblioteca, uma organização interna onde é evidente as suas diferentes, fundo documental a ser constituído, para além dos livros, revistas e jornais, por materiais audiovisuais e equipamentos informáticos para pesquisa e recolha de informação, foram algumas das inovações introduzidas. A Biblioteca é agora um centro multifuncional de acesso à informação, onde se promove hábitos de leitura, métodos de estudo e a investigação autónoma.

Às Bibliotecas Escolares é “exigido” que adequem as suas dinâmicas às mudanças sociais que atualmente se operam, de modo a serem espaços de aprendizagem e a serem promotores da diversificação de estratégias pedagógicas. A inclusão das novas tecnologias, como recurso educativo, é na atualidade uma ferramenta crucial na diversificação dessas estratégias. Recorrer ao uso dos ambientes virtuais (blogues, youtube, facebook) é sinónimo de motivação para os alunos aprenderem. Desta forma, assume especial relevância a articulação do trabalho do professor bibliotecário com os dos outros professores.

Na biblioteca da Escola de Palmeira, estão em desenvolvimento um conjunto de atividades e estratégias, que têm produzido resultados francamente positivos na associação estratégias de aprendizagem/ novas tecnologias e biblioteca/desenvolvimento do currículo das várias disciplinas. Em concreto pelo recurso aos tablets, adquiridos no seguimento da apresentação de uma candidatura ao projeto Ideias com Mérito, promovido pela Rede de Bibliotecas Escolares.

Um dos projetos é o “Pacto de leitura”, destinado aos alunos do 2.º ciclo, para a promoção e criação de hábitos de leitura e melhoria da competência leitora, e que se desenvolve em articulação com os professores de Português. O professor, após a leitura de uma obra literária, em contexto de sala de aula, procede à avaliação das aprendizagens através de dispositivos móveis, Com recurso ao uso de tablets é alterado o processo de utilização das “Fichas de leitura”, através da aplicação informática Kahoot e utilização de um dispositivo com um navegador web para alunos preencherem um questionário de avaliação da obra literária. Assim, a aprendizagem e a participação ativa dos alunos é feita através de um jogo interativo.

Outro projeto que quero aqui apresentar é o VideoM@T, baseado na metodologia JuxtaLearn, que visa estimular a curiosidade dos alunos em ciência e tecnologia através de produção de vídeos criativos que exploram conteúdos curriculares da disciplina de Matemática. Este projeto potencia a inspiração criativa, o desenvolvimento do conhecimento conceptual e compreensivo. É desenvolvido na Biblioteca, em articulação com os docentes de Educação Visual e de Matemática.
Estes são dois exemplos dos vários projetos já implementados. Outros adivinham-se para um futuro próximo, alguns deles a privilegiar a articulação com o primeiro ciclo. Em resultado disso, quando não está a haver aulas, a Biblioteca está sempre cheia de alunos. Ainda bem!

                                                                         in Correio do Minho